Reações gastrointestinais em momentos de tensão estão relacionadas aos neurônios do intestino

Dr. Leonardo Peixoto GASTROENTEROLOGISTA – CRM 780553/RJ
ESPECIALISTA MINHA VIDA

Dor no abdômen, frio na barriga, diarreia, constipação, sensação de bolo na garganta… são vários os efeitos gastrointestinais do estresse, seja ele agudo ou crônico, e da ansiedade. Mas como isso acontece?

O sistema nervoso central se relaciona com o trato digestório de forma bidirecional, ou seja, enviando e recebendo informações, com um influenciando no funcionamento do outro. Pensamentos, sensações e estímulos ambientais podem afetar a motilidade gastrointestinal, a produção de secreções e hormônios, a imunidade e o estado inflamatório dos órgãos. Por exemplo, ao ver ou sentir o cheiro de comida, a produção de saliva aumenta e são alteradas a motilidade e secreção gástricas.

No trato digestório, temos o sistema nervoso entérico, formado por cerca de 100 milhões de neurônios. Este nosso “segundo cérebro” troca informações com o cérebro por várias vias, como os sistemas nervoso simpático e parassimpático e o principal responsável por isto é o nervo vago. Cerca de 90% da estrutura do nervo vago leva informações do trato digestório para o cérebro. Desta forma, nosso segundo cérebro nos permite perceber o que acontece no trato digestório e ele controla o funcionamento dele sem a necessidade da participação do sistema nervoso central.

Mas não são apenas estímulos desagradáveis que o nervo vago leva para o cérebro. Foi mostrado que em pessoas com depressão crônica, refratária ao tratamento clínico, a estimulação do nervo vago pode melhorar os sintomas da doença.

O famoso “frio na barriga”, por exemplo, está relacionado a alterações na sensibilidade das vísceras, na perfusão sanguínea destas e na liberação de hormônios e de secreções digestivas, entre outros fatores.

O sistema nervoso central se relaciona com o trato digestório de forma bidirecional, ou seja, enviando e recebendo informações, com um influenciando no funcionamento do outro. Pensamentos, sensações e estímulos ambientais podem afetar a motilidade gastrointestinal, a produção de secreções e hormônios, a imunidade e o estado inflamatório dos órgãos. Por exemplo, ao ver ou sentir o cheiro de comida, a produção de saliva aumenta e são alteradas a motilidade e secreção gástricas.

No trato digestório, temos o sistema nervoso entérico, formado por cerca de 100 milhões de neurônios. Este nosso “segundo cérebro” troca informações com o cérebro por várias vias, como os sistemas nervoso simpático e parassimpático e o principal responsável por isto é o nervo vago. Cerca de 90% da estrutura do nervo vago leva informações do trato digestório para o cérebro. Desta forma, nosso segundo cérebro nos permite perceber o que acontece no trato digestório e ele controla o funcionamento dele sem a necessidade da participação do sistema nervoso central.

Mas não são apenas estímulos desagradáveis que o nervo vago leva para o cérebro. Foi mostrado que em pessoas com depressão crônica, refratária ao tratamento clínico, a estimulação do nervo vago pode melhorar os sintomas da doença.

O famoso “frio na barriga”, por exemplo, está relacionado a alterações na sensibilidade das vísceras, na perfusão sanguínea destas e na liberação de hormônios e de secreções digestivas, entre outros fatores.

Por fim, é importante comentar que o sistema nervoso central e entérico interagem continuamente e deste processo podem surgir sensações de bem-estar, sintomas de doenças funcionais e até mesmo influenciar a apresentação de doenças orgânicas como úlceras pépticas e doenças inflamatórias intestinais.

Referências

Sleisenger and Fordtran’s Gastrointestinal and Liver Disease- 2 Volume Set: Pathophysiology, Diagnosis, Management, 10e. FELDMAN, Mark, FRIEDMAN, Lawrence S. and BRANDT, Lawrence J.

Two-year outcome of vagus nerve stimulation (VNS) for treatment of major depressive episodes. Nahas Z, Marangell LB, Husain MM, Rush AJ, Sackeim HA, Lisanby SH, Martinez JM, George MS. The Journal of Clinical Psychiatry [2005, 66(9):1097-1104]

Brain?gut connections in functional GI disorders: anatomic and physiologic relationships. M. P. Jones1, J. B. Dilley, D. Drossman and M. D. Crowell. Neurogastroenterology & Motility. Volume 18, Issue 2, pages 91?103, February 2006

Think Twice: How the Gut’s “Second Brain” Influences Mood and Well-Being. By Adam Hadhazy. February 12, 2010. Scientific American

Fonte: Minha Vida

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